Depois de um bom tempo sem postar e de aproveitar minhas férias, volto hoje, em clima de copa do mundo.
Nem gosto de futebol, mas em Abril todos comentaram sobre o beijo de Gary Neville deu em Paul Scholes, em comemoração a um gol de vitória do Manchester United (abaixo).
Fiquei pensando se seria apenas uma euforia de comemoração, ou se Gary, tinha apenas um "r" a mais no seu nome.
Foi então que resolvi procurar mais sobre o assunto e vi que o beijo na boca é um fato até mesmo corriqueiro no machista mundo do futebol. Já ocorreram vários; inclusive Maradona "beiçou" com vontade o jogador Caniggia, em 1996 em uma vitória do Boca Juniors.
Mas quem disse que esse foi o único beijo de Maradona? Nada disso! Ele parece ter gostado da coisa, pois em Atenas, 2004, ele repetiu o beijo em Tevez. E você acha que isso é coisa de gringo? Não senhor! Aqui no Brasil temos vários casos... Bebeto "beiçou" Ronaldo, Marcelinho carioca "beiçou" Kléber e Mariano e Molina do Santos, deram um beijaço comemorando a classificação do time para a Libertadores (abaixo).
Depois de tantas demonstrações homoafetivas, inclusive bem aceitas como comemoração, fico sem entender o drama que se tem feito a respeito da foto (desta vez fora do estádio), dos jogadores Zlatan Ibrahimovic (sueco) e Gerad Piqué (catalão), ambos do Barcelona. Eles aparecem de mãos dadas, num típico momento "carinho pós DR"(abaixo).
Acho que está mais do que na hora do futebol acabar com o preconceito. Cobrem rendimento no campo, fora dele, a vida pertence ao jogador e só! Se pode beijar no estádio, no meio de uma partida de futebol, fora não pode? Deixem Piqué e Ibrahimovic viverem a vida.
Ibrahimovic
Piqué





